segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ha menos de um mês para posse do mandado do Prefeito Hélio Miranda eleito em 2012 tem uma difícil tarefa.


Prefeito eleito Hélio Miranda
O gerenciamento de uma cidade como Guamaré é de uma complexidade muito mais abrangente do que a administração de uma empresa. A prefeitura, designada para estar à frente de cada município, possui limites impostos pela própria natureza pública, mas tem como objetivo essencial oferecer um serviço de qualidade, O BLOG GUAMARÉ NOTICIAS vai ajudar eleitor a entender a obrigação e as áreas de atuação dos que são eleitos.  O Blog vai mostrar qual é o papel Hélio Miranda e seus vereadores, dando a população conhecimento para que possa fazer cobranças futuramente.
O principal responsável pela administração da cidade é o prefeito Então eleito Hélio Miranda, que para ajudá-lo nesta tarefa, nomeia um grupo de aliados, os secretários. Cada município possui uma quantidade de secretarias, dependendo do tamanho da cidade.
A cidade possui as secretarias de Saúde, Infraestrutura, Finanças, Habitação, e uma para Educação e Cultura etc.. Em cada uma dessas secretarias, os recursos destinados para investimentos, obras e serviços só podem ser liberados com aval do prefeito Hélio Miranda.
 E não e so isso ai tem que priorizar os problemas que vêm assolado a cidade Guamaré e distrito Salina da Cruz  que são as constantes falta de água em Guamaré que são os constante entupimentos do saneamento básicos que vem sido alvo de criticas da população.
Uma das funções mais importantes é ser ordenador de despesas, sendo responsável por todos os pagamentos e por administrar o orçamento municipal, cuidando da arrecadação de impostos como o principal de nossa cidade que e Hooters pagos pela Petrobras, que é a fonte maior de riquezas de nosso município e que serão aplicadas em função de melhorias na qualidade de vida da população”.
Outra das autonomias que o prefeito Hélio Miranda possui, é a de vetar e sancionar os projetos de lei que vão sendo aprovados pela câmara municipal. Além disso, tem como obrigação, a de buscar recursos federais e estaduais que servirão de verba para investimentos na cidade. A constituição brasileira, diz que algumas áreas merecem atenção especial de cada prefeito, como saúde e educação.
Acompanhar de perto o trabalho da equipe escolhida por Hélio Miranda , também é um dos pontos principais. O descuido de alguém, pode se tornar responsabilidade dele, resultando até em penalizações.
O prefeito pode ser punido até com a perda do cargo, ou com a devolução do que foi desviado ao erário público, Que chama atenção ainda para a obrigação da população, de ter que estar mais informada para poder cobrar de Hélio Miranda como seu gestor municipal, tendo votado ou não nele, pois no momento em que for eleito, ele passa a ser o gestor de todos os moradores do município e distritos de Guamaré.

Deveres dos vereadores
O vereador, como integrante do Poder Legislativo, é detentor de um “status” que termina em direitos e deveres imprescindíveis ao bom desempenho de seu mandato político. O direito ao exercício do mandato, em sua plenitude, desponta como primordial para todo e qualquer legislador e, assim sendo, o vereador age e fala pelo povo que representa, não podendo ser cerceado na sua atividade parlamentar.
O vereador orienta-se segundo as diretrizes partidárias, ou seja, segundo o ideário do seu partido no tocante a determinadas questões. As diretrizes partidárias aparecem no programa da agremiação e dizem respeito a temas importantes, constituindo a sua doutrina. As diretrizes da liderança parlamentar traduzem a propensão do partido do governo ou do partido da oposição e podem ou não envolver uma questão de ideologia político-partidária.
Em síntese, a essência dos deveres do homem público é traduzida nas seguintes palavras: ao vereador, cumpre-lhe, antes de tudo, atuar em prol do bem comum, da felicidade do povo, porém fazendo-o com equilíbrio e temperança, sob um princípio de justiça, de tal sorte que o proveito de muitos ou de poucos não resulte em prejuízo de outros tantos. Agente político, o vereador, engajado no Governo Municipal que a Câmara exerce conjuntamente com o Prefeito, tem como dever conduzir-se no desempenho do respectivo mandato tendo como meta o bem da comunidade local.
Deixe seus comentários aqui e muito importante.

sábado, 24 de novembro de 2012

FALTA DE ÁGUA EM SALINA DA CRUZ DESTRITO DE GUAMARÉ-RN JÁ FAZ MAIS DE 4 DIAS



A comunidade de salina da Cruz assim como todo o município vem sofrendo com a falta de água constatante agora o enteresante que a culpa desta vez e da prefeitura municipal de Guamaré que em obras em salina da cruz que próximo a construção das casas populares minha casa minha vida do governo federal mostra nessa foto uma reta escavadeira arrancou uma tubulação de água que passava por ali os moradores procurarão a caern para saber o poque que não concertarão a tubulação de água rompida segundo o servidor da caern disse que esta faltando material, também os moradores procurarão a prefeitura para ela tomar providencias pois foi ela mesma que arrancou a encanação de água, funcionários da prefeitura disse que o problema e da caern e não e da prefeitura,
Em quanto eles ficam nesse joga joga do problema para um e para o outro a população já faz 4 (21/11/2012) dias que essa encanação foi ronpida e população da comunidade estar sem água ate para trabalhos simples como tomar banho cozinhar etc..
Relato de moradores com as contantes falta de água ainda vem no papel de pagamento da fatura da água a cobrança de excesso de água e juros dos juros do atraso isso e uma vergonha cada vez mais a caern estar maltratando o povo Guamareense que sofre anos com as contatantes faltas de água a resposta para a caern só vai ser a altura quando a população procurar seus direito nos direito do consumidor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Eólica terá R$ 40 bi até 2016 no País; Ceará gera 38% hoje

Até 2016, segundo a Abeeólica, R$ 40 bilhões serão aplicados no setor. Até 2014, serão R$ 22 bi no Nordeste
Os recentes apagões no sistema elétrico do País trazem novamente à tona as discussões acerca da segurança energética brasileira. Embora, diferentemente de 2001, desta vez, as falhas venham sendo atribuídas aos equipamentos de transmissão, a preocupação com a geração de energia ainda é constante.
Estado é o 2º em projetos eólicos no Nordeste, mas é o líder no País em geração FOTO: KID JÚNIOR

Atualmente, ao lado das hidrelétricas, as térmicas são quem entram em cena em caso de interrupções. Por gerar uma energia mais cara, estas tendem a elevar as contas de luz.

Assim, os olhares se voltam, mais uma vez, para a evolução do conjunto de fontes renováveis. Como anda a capacidade instalada de energia eólica e solar, por exemplo, grandes apostas governamentais para a diversificação da matriz energética nacional e quais as perspectiva para o setor nos próximos anos?

Nordeste na frente

Segunda fonte de energia mais competitiva em termos de preço hoje no Brasil - só perde para a hidráulica -, a eólica caminha, literalmente, de vento em popa.

Até 2016, segundo a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, cerca de R$ 40 bilhões serão aplicados no setor, em virtude dos parques em construção, vencedores dos últimos leilões de energia.

Nesse contexto, o Nordeste parte na frente. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, receberão a maior parte dos projetos. "Dos 7 GW previstos para entrar em operação até 2014, que somam cerca de R$ 30 bilhões em investimentos, aproximadamente R$ 22 bilhões serão aplicados no Nordeste, concentrados nos Estados do Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte", avalia o presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica do Ceará, Adão Linhares. "Destes projetos, o Rio Grande do Norte lidera com 3 GW, com o Ceará vindo em seguida com 2 GW. No entanto, em termos de capacidade atualmente instalada, o Ceará é líder, sendo responsável pela geração de 38% de toda a energia eólica produzida no País. Em média, os despachos mensais têm sido de 170 megawatts (MW), o que dá para atender 1,2 milhão de habitantes ou o equivalente a 400 mil residências", complementa Elbia Melo, da Abeeólica.

Falta transmissão

No entanto, explica, a ressalva fica por conta das linhas de transmissão. "Os projetos estão sendo entregues no prazo. Porém, quando eles estão prontos para despachar a energia, não existem as linhas de transmissão próximas aos parques eólicos para permitir a distribuição", afirma.

"Hoje, temos 622 MW adicionais prontos para entrar em operação no País e as linhas de transmissão não estão lá para distribuir", emenda. "Caso a questão da transmissão acompanhasse o potencial da geração eólica, esta fonte teria um grande papel na geração local, por estar mais próxima do consumidor, em caso de falhas no Sistema Interligado Nacional", sugere.

De fato, avalia, Linhares, a segurança energética do Brasil hoje é crítica porque combina fatores como falhas nos equipamentos, refletida pela falta de manutenção, e o baixo nível de energia armazenada nos reservatórios das hidrelétricas, o que deixa o sistema próximo da curva de aversão ao risco. "Será que em não ocorrendo chuvas todas as térmicas seriam acionadas? O País pagaria esse custo? Elas suportariam o abastecimento?", questiona Linhares.

Dessa forma, a entrada em operação das eólicas é fundamental. "Sem elas hoje estaríamos em situação mais crítica. "Mas, ainda se enfrenta o problema das linhas de transmissão, que não estão prontas para atender os projetos de eólica que estão sendo entregues", fala.

Solar

Conforme Adão Linhares, nesse contexto de apagões, a geração de energia solar ainda não teria tanta influência. "À geração fotovoltaica ainda é muito pequena no Brasil. Por enquanto, em operação comercial, temos apenas a usina de Tauá, no Ceará. Os demais projetos são particulares", conta o especialista.

Apesar de nos últimos dez anos o custo dos painéis fotovoltaicos terem diminuído consideravelmente, afirma o especialista, por enquanto apenas pequenos projetos estão sendo viáveis. "Para geração em maior escala, o governo precisaria intervir mais, promovendo leilões para viabilizar a sua inserção na matriz energética nacional, com tarifas teto para ajudar a cair os valores", destaca. Outras fontes como as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Biomassa já estão consolidadas, complementa Linhares, mas a geração ainda é muito pequena. "O que tende a crescer são mesmo as fontes eólica e solar", finaliza.

ANCHIETA DANTAS JR.REPÓRTER 

Governo teme falta de combustível no país ainda neste ano

                                                                                  
Para evitar o desabastecimento, ou atenuá-lo, o governo federal já começou a traçar um plano de emergência, que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento.
As reuniões tiveram início em outubro, com técnicos do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional doPetróleo, Petrobras e representantes das distribuidoras e dos produtores de etanol.
"Há uma grande preocupação com o curto prazo. O governo já sabe que será preciso um forte ajuste entre Petrobras e distribuidoras para que não ocorram problemas no fim do ano", diz Antônio de Pádua Rodrigues, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que participa das reuniões.
Segundo avaliação do grupo, as regiões mais ameaçadas são o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas e Rio Grande do Sul.
A perspectiva de colapso se deve a três fatores: 1) o consumo recorde de gasolina, que, em 2012, pela primeira vez passará de 30 bilhões de litros; 2) a falta de capacidade interna de produção; e 3) problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição.
No fim do ano esse problema se agrava porque, historicamente, o consumo nos meses de novembro e dezembro é cerca de 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores.
Para acompanhar a alta da demanda interna, a Petrobras vem importando cada vez mais gasolina. Até setembro, foram 2,4 bilhões de litros, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2011, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
A importação torna a distribuição mais complexa. O transporte da gasolina por navios, já sujeito a intempéries, sofre com a falta de infraestrutura dos portos, hoje sem espaço para atracação e armazenamentos.

PELO MAR
Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte são os Estados mais vulneráveis. Quase todo o combustível que abastece os consumidores desses locais chega pelo mar.
Em outubro, o Amapá ficou sem gasolina. O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Pará relata que houve, também, problemas de abastecimento em Belém, além de cidades do Amazonas e do Piauí.
"A coisa está bem torta aqui", diz Eurico Santos, presidente da entidade.
Para o sindicato, o número de caminhões-tanque não deu conta do aumento rápido do consumo. Além disso, os terminais que recebem combustível reduziram investimentos em ampliação porque estão com contratos provisórios, o que dificulta o acesso ao crédito.
PRODUÇÃO

A Petrobras se empenha para produzir mais gasolina e amenizar o problema. Na apresentação dos resultados do terceiro trimestre, afirmou que suas refinarias já atingiram 98% da capacidade.
Em algumas regiões, no entanto, já há um esgotamento da capacidade de produção.
É o caso da Regap, refinaria em Betim (MG). Para abastecer os postos de parte de Minas Gerais e do Centro-Oeste, ela passou a redistribuir combustível de outras unidades. Atrasos e a falta de caminhões podem levar a interrupções da distribuição.
O mesmo acontece no Rio Grande do Sul, outro Estado que teve crise de abastecimento no mês passado. A refinaria Refap, em Canoas, está com problemas de produção para atender à gasolina demandada. Com isso, passou a buscar combustível no Paraná e parte precisou ser importada, entrando no país via porto do Rio Grande.
O Sindicom (Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis), que tem assento nas reuniões com o governo federal, informou que o plano de contingência deverá ampliar o número de caminhões e a capacidade dos tanques de armazenagem.
Os encontros entre governo e o setor serão permanentes até o fim do ano. "Estamos nos empenhando para evitar os problemas", disse Alísio Vaz, presidente do Sindicom.
Procurada pela Folha, a Petrobras afirmou que não iria comentar a questão. O Ministério de Minas e Energia foi procurado no fim da tarde de quinta-feira e, até o fechamento desta edição, não havia dado resposta.

ECONOMIA DO RN COMBUSTÍVEL

REFINARIA CLARA CAMARÃO REGISTRA CRESCIMENTO DE 84% NA PRODUÇÃO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO. NO ENTANTO, A PRODUÇÃO DE GASOLINA, ESTIMADA EM 32 MIL M³/MÊS, ESTÁ LONGE DE SER SUFICIENTE PARA ATENDER AO MERCADO POTIGUAR

A tão esperada autossuficiência potiguar na produção de gasolina, apontada como o principal ganho que a construção da Refinaria Potiguar Clara Camarão traria para o Rio Grande do Norte, hoje só pode ser considerada como um sonho distante. Operando próximo ao limite de capacidade, a produção mensal do combustível na RPCC é de 32 mil m³, o que tem sido insuficiente para atender a demanda do mercado norte-rio-grandense. O estado registrou, neste ano, consumo de 34 mil m³/mês, e com a perspectiva de continuar crescendo.
O “boom” no consumo de gasolina tem sido um fenômeno registrado em todo o país. Segundo dados publicados em reportagem da Folha de São Paulo no último domingo, o Brasil registra neste ano o consumo histórico de 36 bilhões de litros de gasolina. Como as refinarias de petróleo que produzem esse derivado em maior quantidade estão localizadas na região sudeste, os estados do norte e nordeste, como Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte estão mais suscetíveis à um possível colapso no sistema de combustíveis. Isso porque boa parte da gasolina que abastece o mercado dessas regiões chega através de caminhões ou navios. No entanto, os sistemas de transporte também esbarram na falta de infraestrutura – tanto das rodovias, estreitas demais para a passagem dos caminhões, quanto dos portos, que em sua maioria não possuem estrutura para atracação ou armazenamento de grandes navios.
Esse panorama não tão positivo foi apresentado à pesquisadores e empresários durante o I Fórum Estadual de Energia no RN, promovido na Assembleia Legislativa do Estado. Os dados foram apresentados na palestra “A Refinaria Potiguar Clara Camarão e sua importância regional e nacional”, ministrada pelo gerente geral da refinaria, Daniel Sales Correia.
“Houve um boom de gasolina no Brasil, e nós (A Petrobrás) previmos errado a necessidade de consumo do combustível. A necessidade que o mercado possui hoje era prevista para os próximos três ou quatro anos. Se nós mantivéssemos o ritmo de produção do início (da refinaria) durante esses quatro anos, com certeza já seríamos autossuficientes. A única questão é que o mercado também cresceu e passou a exigir mais. Por isso, a empresa tem investido na reestruturação e na produção das refinarias”, declarou Correia. Segundo dados das Petrobrás, as refinarias estão produzindo em até 98% da sua capacidade.
No caso da RPCC, a capacidade de produção tem girado em torno de 102%, com liberação da Agência Nacional de Petróleo (ANP). São 6 mil barris de gasolina produzidos diariamente. No entanto, a demanda do estado pede uma produção de 9 mil barris/dia, que é somada ao combustível oriundo das refinarias do sul/sudeste. Um dos imbróglios desse sistema, ainda é o transporte do combustível através dos portos. A Petrobrás recebe, hoje, os containers de exportação através do Terminal Petroleiro Píer das Dunas. Porém, devido às limitações no calado do porto de Natal – com 12,5m, não possui capacidade para receber grandes embarcações-,a empresa petroleira fechará o píer no fim deste ano, passando a receber o combustível unicamente através das rodovias.
“O transporte de combustível através do porto é inviável. O Porto de Natal não está preparado para receber containers, nem para atender a capacidade de produção e crescimento do Pólo Industrial de Guamaré (localização da RPCC)”, criticou o gerente. Segundo Correia, o transporte rodoviário é uma solução a curto prazo. A Petrobrás investiu, neste ano, R$42 milhões para a construção de um novo quadro de bóias e duto submarino na refinaria. As bóias são uma forma de facilitar a atracação dos navios grandes, uma vez que a região da refinaria sofre por possui um mar muito raso. O único entrave para a construção do quadro tem sido a liberação da licença ambiental do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), ainda em análise.
“Permaneceremos com esse sistema pelos próximos seis ou oito meses. A ideia é que até o meio do ano que vem o quadro de bóias esteja construído”, considerou Correia. Contudo, o gerente também alerta para o risco de um colapso no fornecimento de combustíveis caso a estrutura não seja construída. “Daqui a quatro anos, quando também tivermos uma estagnação na produção de diesel, será preciso misturar o nosso óleo com o que vem de estados vizinhos. E para isso também vamos depender dessa estrutura para receber os navios”, pontuou.

ALTO SUFICIÊNCIA DO ESTADO DO RN EM COMBUSTÍVEL ESTAR LONGE DE CHEGAR?



A TÃO ESPERADA autossuficiência potiguar na produção de gasolina, apontada como o principal ganho que a construção da Refinaria Potiguar Clara Camarão traria para o Rio Grande do Norte, hoje só pode ser considerada como um sonho distante. Operando próximo ao limite de capacidade, a produção mensal do combustível na RPCC é de 32 mil m3, o que tem sido insuficiente para atender a demanda do mercado norte-rio-grandense. O estado registrou, neste ano, consumo de 34 mil m3/mês, e com a perspectiva de continuar crescendo.
O “boom” no consumo de gasolina tem sido um fenômeno registrado em todo o país. Segundo dados publicados em reportagem da Folha de São Paulo no último domingo, o Brasil registra neste ano o consumo histórico de 36 bilhões de litros de gasolina. Como as refinarias de petróleo que produzem esse derivado em maior quantidade estão localizadas na região sudeste, os estados do norte e nordeste, como Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte estão mais suscetíveis à um possível colapso no sistema de combustíveis. Isso porque boa parte da gasolina que abastece o mercado dessas regiões chega através de caminhões ou navios. No entanto, os sistemas de transporte também esbarram na falta de infraestrutura - tanto das rodovias, estreitas demais para a passagem dos caminhões, quanto dos portos, que em sua maioria não possuem estrutura para atracação ou armazenamento de grandes navios.
Esse panorama não tão positivo foi apresentado à pesquisadores e empresários durante o I Fórum Estadual de Energia no RN, promovido na Assembleia Legislativa do Estado. Os dados foram apresentados na palestra “A Refinaria Potiguar Clara Camarão e sua importância regional e nacional”, ministrada pelo gerente geral da refinaria, Daniel Sales Correia. “Houve um boom de gasolina no Brasil, e nós (A Petrobrás) previmos errado a necessidade de consumo do combustível. A necessidade que o mercado possui hoje era prevista para os próximos três ou quatro anos. Se nós mantivéssemos o ritmo de produção do início (da refinaria) durante esses quatro anos, com certeza já seríamos autossuficientes. A única questão é que o mercado também cresceu e passou a exigir mais. Por isso, a empresa tem investido na reestruturação e na produção das refinarias”, declarou Correia. Segundo dados das Petrobrás, as refinarias estão produzindo em até 98% da sua capacidade.
No caso da RPCC, a capacidade de produção tem girado em torno de 102%, com liberação da Agência Nacional de Petróleo (ANP). São 6 mil barris de gasolina produzidos diariamente. No entanto, a demanda do estado pede uma produção de 9 mil barris/dia, que é somada ao combustível oriundo das refinarias do sul/sudeste. Um dos imbróglios desse sistema, ainda é o transporte do combustível através dos portos. A Petrobrás recebe, hoje, os containers de exportação através do Terminal Petroleiro Píer das Dunas. Porém, devido às limitações no calado do porto de Natal - com 12,5m, não possui capacidade para receber grandes embarcações-, a empresa petroleira fechará o píer no fim deste ano, passando a receber o combustível unicamente através das rodovias.
“O transporte de combustível através do porto é inviável. O Porto de Natal não está preparado para receber containers, nem para atender a capacidade de produção e crescimento do Pólo Industrial de Guamaré (localização da RPCC)”, criticou o gerente. Segundo Correia, o transporte rodoviário é uma solução a curto prazo. A Petrobrás investiu, neste ano, R$42 milhões para a construção de um novo quadro de bóias e duto submarino na refinaria. As bóias são uma forma de facilitar a atracação dos navios grandes, uma vez que a região da refinaria sofre por possui um mar muito raso. O único entrave para a construção do quadro tem sido a liberação da licença ambiental do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), ainda em análise. “Permaneceremos com esse sistema pelos próximos seis ou oito meses. A ideia é que até o meio do ano que vem o quadro de bóias esteja construído”, considerou Correia. Contudo, o gerente também alerta para o risco de um colapso no fornecimento de combustíveis caso a estrutura não seja construída. “Daqui a quatro anos, quando também tivermos uma estagnação na produção de diesel, será preciso misturar o nosso óleo com o que vem de estados vizinhos. E para isso também vamos depender dessa estrutura para receber os navios”, pontuou.
Diesel para exportação
Se por um lado a gasolina é um sonho ainda impossível, a autossuficiência do estado na produção de diesel é uma realidade. O RN não só é autossuficiente como exporta o combustível. Desde a abertura da Refinaria Potiguar Clara Camarão, em 2009, o estado tem crescido anualmente na produção do derivado de petróleo, chegando a produção de 1794m3/dia e 57 mil m3/mês. O mercado potiguar registrou, até outubro deste ano, um consumo de 50mil m3/mês. A produção excedente tem sido escoada para estados vizinhos, como Ceará e Paraíba. “No caso do diesel, a produção e o mercado estão crescendo juntos. A produção de combustível ainda está a frente, mas como em toda refinaria, prevemos uma estagnação nos próximos anos. É preciso pensar alternativas”, comentou o gerente geral da refinaria, Daniel Sales Correia.
Localizada no Pólo Industrial de Guamaré, a RPCC foi construída em 2009. Até então, o Rio Grande do Norte contava, apenas, com uma EP (Estação de Produção), enviando o petróleo para ser refinado nos pólos de Recife ou Maranhão. Com o investimento de R$192 milhões, proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o estado tinha o objetivo de se tornar autossuficiente em derivados de petróleo. A RPCC foi uma das cinco refinarias que recebeu investimentos da Petrobrás para, fazendo parte de um plano de ampliação da produção de petróleo em 1,2 milhões de barris por dia até 2015.
O índice já foi batido e a RPCC foi a refinaria que representou o maior crescimento para a Petrobrás entre 2011 e 2012. O pólo, que produz gasolina, diesel, gás natural e querosene de aviação, representou 13% na produção de derivados da Petrobrás. No total, desde o início da sua criação, a refinaria registrou um crescimento de 84% na produção de derivados (1 bilhão de m3) O diretor do Cerne (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia) e representante estadual do Instituto Brasileiro de Pesquisa em Petróleo e Gás, Jean Paul-Prates, acredita que os números de produção da refinaria dão uma mostra do potencial de produção do estado.
“Esses números mostram que a refinaria Clara Camarão não é uma refinaria de brinquedo ou de ‘me engana que eu gosto’. Foi investido dinheiro e está dando resultado. Essa produção rebate as críticas que nasceram por a RPCC ser uma estrutura pequena. Refinaria pequena não quer dizer que não é rentável”, reiterou.
Por possuir uma estrutura de 25 mil m2 e área construída de 20 mil m2, muita gente acredita que a RCPP não é uma refinaria - informação rebatida pelo gerente geral. “Ela não é uma microrrefinaria, pois produz mais de 2 mil barris de petróleo diariamente. Temos que ter orgulho da produção estadual”, declarou Daniel Sales Correia.
Combustível de aviação registra queda
O único componente que registrou retração na produção foi a querosene de aviação (QAV), seguindo uma tendência brasileira. No ano passado, a QAV tinha registrado um crescimento de 10,8% na produção (6,250 bilhões de litros). No RN, a produção cresceu em 50% entre 2009 e 2011. Neste ano, no entanto, a produção ficou em 128.040 m3 - registrando uma retração de 10% com relação ao ano anterior. O desaquecimento da produção e do mercado neste ano, de acordo com o gerente da refinaria, aconteceu devido à uma questão tributária: estorno de crédito.
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) possui valores diferentes em casa estado. Sendo assim, quando a produto sai do RN para ser comercializado em outra região, o governo do estado deve ressarcir ao produtor a diferença - o que não estava acontecendo neste ano. Segundo Daniel Sales Correia, já houve uma conversa entre a produtora e o governo para assegurar o retorno do crescimento no próximo ano. De acordo com o gerente, a prioridade da Petrobrás é continuar o ritmo de produção e investir num crescimento de 100%. “Com a reestruturação do sistema de transporte pelas estradas, a construção do quadro e bóias e um possível crescimento da mão-de-obra qualificada, ainda em falta aqui no estado, prevemos o crescimento da produção. O nosso pólo já se destaca porque o refinamento fica do outro lado da rua de onde o petróleo é produzido, o que facilita as coisas”, estimou o gerente.
Um Centro de Luz para o Nordeste
ATÉ O FINAL de 2013 o Rio Grande do Norte terá um acréscimo de 600 Km de linhas de transmissão de 230 KV (quilovolt) para transportar a energia produzida pelas usinas eólicas em operação no estado. A nova rede de transmissão vai contemplar as subestações de Touros e Mossoró e as interligações das linhas entre elas. Este é o prazo dado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) conclua os serviços. A Chesf arrematou três dos oito lotes de transmissão de energia durante o leilão para concessão de linhas de transmissão, mês passado. Um deles, o lote B, está situado em território potiguar.
De acordo com o superintendente de projetos e construção de transmissão da Comanhia, Antônio Varejão, a implantação da rede está em processo de aquisição de terrenos, mas os contratos para fornecimento de serviços e de materiais já foram assinados. “Estamos com os projetos básicos em fase final de desenvolvimento e nestas subestações vamos utilizar equipamentos de módulos compactos que facilitam o tempo de montagem da obra”, relata. O investimento é da ordem de R$ 678 milhões na construção das subestações e linhas de transmissão de energia no Rio Grande do Norte e somente neste ano já foram investidos cerca de R$ 160 milhões.
De acordo com Varejão, trata-se de um sistema de linhas de transmissão de energia que até o final de 2013 vai interligar os parques eólicos de João Câmara e Extremoz até a subestação de Natal, seccionando a entrada desta, cuja linha será levada até João Câmara. Além disso, serão ampliadas as linhas que interligam o sistema já existente de Mossoró II com a nova subestação Mossoró IV e com a de Touros. Esses empreendimentos são imprescindíveis para o funcionamento dos parques eólicos instalados no estado, cuja energia produzida será distribuída através dessas estruturas, que se ligam às redes distribuidoras. “Nos próximos três anos o Rio Grande do Norte estará entre os estados mais bem atendidos com as linhas de transmissão”, prevê Antônio Varejão.
Ele relembra que no próximo leilão, marcado para o dia 5 de dezembro na Bovespa, em São Paulo, um novo lote inclui o Rio Grande do Norte. Com isso serão levados para o sistema de linhas mais 500 KV às regiões Oeste e Central do estado, com prazo para entrar totalmente em operação a partir de agosto de 2014. “Com todas essas linhas construídas, o Rio Grande do Norte será um centro produtor de energia, trazendo confiabilidade para toda a região Nordeste”, destaca. E acrescenta: “Vai transformar-se num parque hidrelétrico com um porte similar a uma das usinas do complexo de Paulo Afonso”.
O superintendente da Chesf esteve em Natal para participar do I Fórum de Energia, promovido pela Assembleia Legislativa, e deixou claro que a companhia tem todo o interesse em cumprir com os prazos, tanto que buscará formas alternativas de iniciar a transmissão de energia mesmo com os serviços inconclusos por questões burocráticas. “Mesmo sem atender a todos os procedimentos de rede, vamos iniciar implantando, por exemplo, um transformador na própria eólica para viabilizar a transmissão”, informa.
Sem redes, potencial não é aproveitado
A grande restrição de investimento na produção de energia eólica no Rio Grande do Norte é a falta de conexão. Não há redes de transmissão da energia que produz. O estado se iguala nesse quesito com os outros estados que também produzem energia a partir ventos. Para os empresários do ramo de energia eólica, caso já houvesse as linhas de transmissão, os investimentos seriam maiores. “Se eu investir e não tiver conexão, estou com o investimento parado sem gerar recursos. Quando colocamos hoje na média 1.000 MWt por ano e temos um potencial de 120 MWt, vamos demorar 120 anos para usar o potencial enquanto poderia fazer 120 anos em 10, é só se antecipar a isso”, sugere Mário Augusto Lima, diretor de Energia do grupo Serveng, que está implantando seu primeiro complexo de geração de energia eólica, nos municípios de Pedra Grande e São Miguel do Gostoso.
Atualmente parte da energia eólica produzida no estado é conectada à Cosern e outra parte no sistema interligado que já existia. “O problema é que essas linhas já estão sobrecarregadas e hoje não se consegue mais conectar energia nova nessas condições”, relata o diretor da Serveng. Como exemplo ele cita o caso da usina em João Câmara, que já produz 200 MWt desde julho passado mas não tem como conectá-la. “Está com o fio pendurado no poste esperando uma subestação nova ser instalada em João Câmara, mas a previsão de instalação é para julho de 2013 na melhor da hipóteses”, reclama.
O diretor técnico da MS Renováveis que também atua no ramo potiguar, Nicorray Santos, compartilha do mesmo pensamento e ressalta que nenhuma das ampliações foram realizadas até o momento, estando apenas em fase inicial, assim como em outros estados. Ele diz que assim como em João Câmara, na Bahia um parque de 200 MWt não consegue conectar porque não foi feita a conexão. “Na ICG (Instalações de Centrais de Geração) João Câmara nada foi feito para viabilizar uma série de parques eólicos lá, então percentual é zero de implantação. Nos outros foi feito muito pouco ou quase nada em transmissão nova ou na que já existe”, reclama Nicorray. Ele alerta que os principais prejuízos podem ser para o consumidor caso não ocorram mudanças nas ampliações e reformas na área de renováveis, no que diz respeito à conclusão dos projetos.
Cosern garante infraestrutura para atender demanda
O Superintendente de Engenharia da Cosern, Walmary Nunes, garantiu que o órgão tem toda a estrutura para atender à demanda que aumenta especialmente no período de alta estação. Ele também participou do Fórum de Energia e declarou que mesmo com um acréscimo de 6% no consumo, não há riscos de interrupção porque o órgão está preparado para tanto. “A estrutura atende à demanda do estado dentro do seu crescimento, mesmo nesse período onde o consumo também aumentou por causa dos efeitos da estiagem já que no campo, é comum que se use mais água na irrigação da lavoura e com isso energia para bombear esse serviço”, explicou. De acordo com Nunes, até o final de outubro, a demanda do ano atingiu em 805 MWt (megawatts) com uma média anual de 750 MWt. Com o aumento da produção de energia eólica, ele prevê que a energia produzida pelas águas poderá ser poupada. “A energia eólica é complementar. Com ela pode-se economizar na energia hidráulica, retendo os reservatórios para momentos de maior necessidade como a estiagem”, prevê.
Fonte: Novo Jornal

Não vai faltar combustível no país, diz Petrobras

O diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, afirmou que não haverá desabastecimento de combustíveis no país.

Recentemente, alguns agentes do mercado de distribuição alertaram que a forte demanda por combustíveis no Brasil poderia não ser atendida neste fim de ano. Além disso, a Folha noticiou que o governo reconhece que a situação está mais delicada este ano.

Governo reconhece aperto no abastecimento de combustível

"Vamos suprir o mercado, o que está combinado a gente vai atender", disse o diretor, após participar de homenagem à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

"Estamos importando e estamos produzindo. As refinarias estão trabalhando em plena capacidade", afirmou. Segundo Conseza, por questões sazonais, a demanda por diesel começa a reduzir em meados de novembro até janeiro e fevereiro, e a demanda por gasolina aumenta neste fim de ano.

"Gasolina agora sobe e o diesel vai cair", disse ele. "O pior mês já passou, que foi o mês de outubro, porque é mês de safra fortíssima no mercado nacional de diesel."

O diretor afirmou ainda que o cronograma do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro está dentro do planejado.

Ao citar o nome do diretor de abastecimento da Petrobras em seu discurso de agradecimento, Graça Foster fez uma pequena referência a Cosenza, afirmando que ele era a pessoa que não poderia deixar as refinarias atrasarem.

APERTO

Na semana passada, o governo reconheceu que o país passa este ano por uma situação mais complicada de abastecimento de combustíveis, mas descartou que ocorram problemas graves de fornecimento nos próximos meses.

"É uma situação de mais aperto. Mas não estamos preocupados. A ANP (Agência Nacional de Petróleo) está acompanhando o assunto e nos garantiu que está tranquila", disse Marco Antônio de Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia.

Ele afirmou, no entanto, que podem ocorrer "problemas pontuais" em algumas regiões do país.

GASOLINA

Conforme a Folha informou no dia 4 de outubro, desde setembro o governo passou a discutir em reuniões com a Petrobras, a ANP e as distribuidoras um plano de emergência para evitar a falta de combustível nos postos no fim do ano.

As regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste são as que necessitam de reforço na estrutura de distribuição, além dos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.

A preocupação do governo surgiu diante do forte crescimento no consumo de gasolina, que este ano passará pela primeira vez dos 36 bilhões de litros, e pelo fato de que há pico na demanda pelo combustível nos meses de novembro e dezembro.

Energia eólica atrai o Santander para Rio Grande do Norte e Ceara


               O Santander inaugura em dezembro, no Ceará, o primeiro dos dez               parques eólicos nos quais possui participação acionária no Brasil. A instituição financeira espanhola, único banco que investe diretamente em projetos de geração de energia a partir do vento no mercado brasileiro, pretende expandir sua atuação no setor, com a oferta de novos projetos nos próximos leilões do governo, em sociedade com outros empreendedores.
"O mercado ainda continua atrativo no Brasil", afirma Luis Eduardo Rangel de Paula, chefe de "asset and capital structuring", área subordinada à divisão de "global branding & markets" (GBM), que responde pelos investimentos do banco em parques eólicos. "A nossa intenção não é ser o operador dos projetos, mas viabilizar a construção dos parques", diz Eduardo Borges, diretor da divisão GBM no Brasil. Na Espanha, o Santander tambem é um dos maiores investidores em energia eólica.
Hoje, o Santander controla ou é sócio de três complexos que estão em construção no Nordeste e no Rio Grande do Sul e que reúnem dez parques eólicos. Juntos, esses complexos terão capacidade para gerar 226 MW quando estiverem construídos, entre 2014 e 2015.
O Santander não revela quanto investiu no setor. Estima-se que a construção de um parque eólico custe em torno de R$ 4 milhões por MW instalado. Se considerada essa projeção, os parques nos quais o banco possui participação vão consumir investimentos de R$ 900 milhões. No entanto, uma boa parte desse valor virá de empréstimos do BNDES, que financia até 70% do capital investido nos projetos.
O primeiro complexo do banco espanhol, que é composto por quatro parques eólicos, está sendo construído no Ceará e no Rio Grande do Norte em sociedade com o grupo português Martifer e terá capacidade instalada de 94 MW. Neste caso, o Santander possui 50% do projeto, cuja energia foi vendida no leilão realizado em 2009.
O segundo complexo, de três parques eólicos, foi a leilão em 2010 e está sendo construído no Rio Grande do Sul. O Santander possui 100% de participação no empreendimento, que terá uma capacidade instalada de 64 MW e deve estar concluído em 2013.
O banco espanhol detém ainda 50% de participação em um complexo de três parques eólicos no Ceará e que está sendo construído em sociedade com o grupo espanhol Abengoa. O empreendimento, de 68 MW, foi a leilão em 2011 e deve estar concluído em 2014.
O objetivo do banco, afirma Borges, não é ser um apenas assessor financeiro passivo, mas agregar conhecimento aos projetos. Só na subsidiária brasileira, cerca de 40 pessoas estão envolvidas com os empreendimentos eólicos. Além dos atuais parques em construção, o Santander também ajudou a desenvolver outros projetos, mas já vendeu sua participação nesses empreendimentos.
Fonte: Valor

 Segunda edição da corrida Guamaré promovido pela secretaria de esporte. No animado domingo de ontem, 4 de maio de 2024, Guamaré foi tomada ...

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