A sede tem uma temperatura média anual de 27,3°C e na vegetação do município predomina a caatinga. Com uma taxa de urbanização da ordem de 90,12%, o município contava, em 2009, com 42 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,725, considerando como médio em relação ao estado.[6]
Principal cidade da região Alto Oeste,[9] Pau dos Ferros foi emancipada de Portalegre na década de 1850. A versão de sua etimologia é que o nome seja uma referência a uma árvore que, pela sua grande dimensão, oferecia sombra e consequentemente um local para repouso dos vaqueiros que deram origem ao povoamento da região.[10] Atualmente sua principal fonte de renda é o setor de prestação de serviços, tendo o comércio como importante atividade econômica.[7]
O município conta ainda com uma importante tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte. Seu principal e mais tradicional clube de futebol é o Clube Centenário Pauferrense, fundado em outubro de 1956.[11] Pau dos Ferros é sede também de diversos eventos anuais, como a Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (FINECAP), importante exposição cultural e econômica,[12] além de possuir diversos pontos turísticos, como o Obelisco da Praça Monsenhor Caminha, construído em homenagem ao centenário de emancipação políticaAté o começo do século XVII a região do atual município de Pau dos Ferros não passava de uma vasta área ainda inexplorada. Naquela época, na então província do Rio Grande do Norte, na chamada zona oeste, uma trilha foi feita por vaqueiros e viajantes para terem acesso até a província do Ceará. Ao longo dessa trilha seguia um curso de água, que estava sempre cheio nos meses de janeiro à junho, época do inverno na região. Este rio mais tarde ficou conhecido por Rio Apodi. Essa região ficava entre duas grandes serras, tornando assim fácil de fazer longas caminhadas e aproveitar as pastagens nessa grande planície. Às margens do Apodi, umas grandes árvores eram utilizadas pelos viajantes para alívio do calor e como ponto de atividade comercial, como vender e marcar gados.[10]
Em 1733, por ocasião da morte do Coronel Antônio da Rocha Pita, foi doada a sesmaria de Pau dos Ferros a seus filhos e herdeiros, Francisco da Rocha Pita, Luiz da Rocha Pita Deusdará, Simão da Fonseca e Maria Joana. Mas foi Francisco Marçal, considerado como o grande pioneiro da história de Pau dos Ferros, que com grande mobilização ergueu a capela em 1738; mais tarde, no ano de 1756, esta veio a ser matriz de uma grande freguesia.[14] Em 9 de novembro de 1763, Francisco Marçal, saqueou uma fazenda bem próxima àquelas árvores que serviam de descanso para esses vaqueiros que cruzavam o sertão brasileiro até o litoral. Neste ano de 1763, foi concedido uma sesmaria a Luiz da Rocha Pita e Dona Maria Joana e a Simão da Fonseca e seus filhos. Todos esses senhores foram os pioneiros que se estabeleceram no local e construíram um núcleo de um pequeno povoado, alguns anos depois já havia muitas casas de taipas ao redor da pequena fazenda.[10]
[editar] Emancipação política e etimologia
O pequeno povoado continuava a se desenvolver durante o século XVII, mas com todo esse crescimento a freguesia sentia-se prejudicada por estar subordinada político-administrativamente ao pequeno povoado de Portalegre, distante 33 km a leste do povoado. O problema maior era que Portalegre ficava localizado em uma serra e isto dificultava o acesso das pessoas, que sentiam-se prejudicadas em seu comércio. Em toda zona serrana só havia três povoados (Apodi, Portalegre e Pau dos Ferros), sendo que ainda existiam mais dois que começavam a ter destaque, que eram São Miguel e Luís Gomes, ambos localizados em serra, o que dificultava o crescimento de ambos. De todos estes, apenas Pau dos Ferros tinha um crescimento regular pela sua localização privilegiada pelo fácil acesso.[10] Já haviam passado 100 anos da criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição e consequentemente doze anos de luta pela criação da vila, todos terminados em fracasso. Em 23 de agosto de 1856, na sessão da Assembleia Legislativa Provincial em Natal, o deputado provincial Benvenuto Fialho apresentou um projeto que criava a Vila de Pau dos Ferros. A lei n.º 344 foi sancionada em 4 de setembro daquele ano e elevou à categoria de vila a povoação de Pau dos Ferros e fixou um limite de 1700 km².[10] Seu nome, que permaneceu como denominação do local desde quando era um pequeno povoado, vem de uma árvore, mais precisamente de marcas fixadas com ferro em brasa numa oiticica muito frondosa que, pela sua grande dimensão, oferecia uma farta sombra e consequentemente um excelente local para o repouso dos vaqueiros, quando chegavam cansados do difícil trabalho de campear reses tresmalhadas.[10]Naquela época havia um rotativo movimento comercial e o lugar era um importante entroncamento para a região. Na gestão do governador José Augusto Bezerra de Medeiros, no dia 2 de dezembro de 1924, a lei n.º 593, eleva a vila de Pau dos Ferros à categoria de cidade.[10] Pela lei municipal n.º 5, de 2 de setembro de 1902, foi criado o primeiro distrito do município, denominado Vitória, sendo que este foi extinto na década de 1930. Entretanto vários decretos foram criando novos distritos. Em divisão territorial datada de 1º de dezembro de 1955, Pau dos Ferros era constituída de quatro; Sede, Joaquim Correia, Rafael Fernandes e Riacho de Santana. Porém todos foram extintos ou elevaram-se à categoria de cidades, restando atualmente apenas a Sede.[15]
[editar] Crescimento econômico, demográfico e cultural
Em julho de 1956 foi fundado o Hospital Centenário de Pau dos Ferros, que teve como fundador e diretor o Dr. Nelson Maia. No dia 1º de janeiro de 1961, Dom Eliseu Simões Mendes, fundou a "Maternidade Santa Luzia de Marilac", que é mantida pela liga de assistência social da paróquia de Pau dos Ferros.[10] Em 1966 a cidade ganhou seu principal ponto de diversão da época: o Cine São João - que funcionava na rua 7 de Setembro - visto que na época não havia televisão na cidade e o cinema era uma grande novidade no momento. Bem no coração da cidade funcionava o Pavilhão, onde no andar superior havia um salão de dança e a banda musical os Brasas.[10]
Na década de 1970 o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) concluiu os trabalhos da construção de uma caixa de água e da ETA (Estação Tratamento de Água). A caixa de água tem 19 metros de altura e capacidade de 500 m3, o que equivale a 500 000 litros de água. Apesar de uma grande seca ocorrida em 1970, onde a agricultura foi totalmente prejudicada junto com a pecuária, Pau dos Ferros recebeu ajuda financeira através do DNOCS, como o alistamento das pessoas para fazer pequenos açudes.[10] No dia 16 de janeiro de 1970 a cidade recebeu energia elétrica da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) em 28 de fevereiro de 1971 foi instalado o serviço eficiente da Telecomunicações do Rio Grande do Norte (TELERN), empresa estatal telefônica. Seu primeiro local foi o pavilhão no centro da cidade. Em 28 de setembro de 1976, pelo decreto-lei n.º 15/76, foi criado o Campus Avançado de Pau dos Ferros.[10] Entre as décadas de 1980 e 1990 destacou-se a criação da primeira rádio, a AM Cultura do Oeste, que entrou ao ar em 1º de abril de 1986, a primeira visita de um Presidente da República, José Sarney, e a inauguração do terminal rodoviário municipal.[10]
[editar] História recente
A predominância do espaço rural foi e está sendo substituída pelo urbano, para atender às exigências da expansão urbana, dada pelo aumento das atividades produtivas na cidade (indústria, comércio e serviços) e pelo aumento da demanda habitacional, gerado pela concentração populacional. O limite entre o campo e a cidade está deixando de ser visível e a população do campo vem decrescendo a cada ano.[10][16]Também por causa do crescimento do município e cidades próximas, foi criada a Microrregião de Pau dos Ferros, reunindo além de Pau dos Ferros, outros dezesseis municípios. São alguns deles: Francisco Dantas, José da Penha, Marcelino Vieira, Paraná, Pilões, Portalegre, Riacho da Cruz, Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste, Severiano Melo, Taboleiro Grande, Tenente Ananias, Viçosa. Em 2006 sua população foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em cerca de 116 160 habitantes em uma área total de 2.672,604 km². O Produto Interno Bruto (PIB) per capita médio de R$ 2.144,52 em 2003. Localiza-se na Mesorregião do Oeste Potiguar.[17]
[editar] Geografia
Quando foi elevado a município, Pau dos Ferros não era composta de distritos. A cidade chegou a ser constituída de quatro na década de 1950, porém todos foram extintos ou elevaram-se à categoria de cidades, restando hoje apenas a Sede.[15] Atualmente a área da cidade é de 259,960 km², representando 0,4924% do território potiguar, 0,0167% da área da região Nordeste do Brasil e 0,0031% de todo o território brasileiro.[18] Desse total 1,9024 km² estão em perímetro urbano.[5]Seus municípios limítrofes são São Francisco do Oeste e Francisco Dantas a norte, Rafael Fernandes e Marcelino Vieira a sul, Serrinha dos Pintos e Antônio Martins a leste, Encanto e o estado do Ceará (município de Ererê) a oeste.[19]
[editar] Relevo e hidrografia
No município predomina um relevo plano, com altitudes variando entre 100 e 200 m, cuja formação é composta pela Depressão Sertaneja-São Francisco — uma série de terrenos baixos situados entre as partes altas do Planalto da Borborema — e da Chapada do Apodi.[20] O tipo de solo predominante é o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, que tem uma fertilidade alta, texturas média e média cascalhenta, acentuadamente drenado, e relevo suave. Esse tipo de solo, para o uso agrícola, é recomendado para o cultivo de culturas de ciclo longo, como algodão-arbóreo, o sisal, o caju e o coco. Ainda neste aspecto, o solo pauferrense não exige alto sistema de manejo. Somente o uso do baixo e médio nível tecnológico agrícola são suficientes para plantar neste solo.[20]Pau dos Ferros está situado em área de abrangência das rochas metamórficas que compõem o embasamento cristalino, de idade Pré-Cambriana média, variando entre 1000 e 2500 milhões de anos, onde predominam gnaisses e migmatitos variados, granitos, xistos e anfibolitos, às vezes cortados por veios de quartzo e pegmatitos. Geomorfologicamente predominam formas tabulares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de grandeza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmente por vales de fundo plano.[20] [21]
O município de Pau dos Ferros encontra-se com 100% do seu território inserido na bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró. O principal rio que corta o território pauferrense em Leste-Oeste é o Rio Apodi, que nasce na Serra da Queimada, em Luís Gomes, e desagua no Oceano Atlântico, após passar pela cidade de Areia Branca, onde recebe o nome de rio Ivipani. Os principais riachos da cidade são o Riacho do Meio, o Riacho do Retiro, o riacho da Estrema, o riacho das Cajazeiras e o riacho da Capa.[20] Os principais açudes da cidade com capacidade superior a 100 000 m³ são: o açude 25 de Março, com capacidade de 8 181 000 m³; o açude da Capa, com capacidade de 640 800 m³; o açude Benevides José Gonçalves, com capacidade de 129 760 m³; e o açude Público de Pau dos Ferros (Barragem de Pau dos Ferros), que está localizado na Zona Sul da cidade, a 6 km do Centro, contando com capacidade de 54 846 000 m³. Foi construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e inaugurado em dezembro de 1968, jorrando água pelo sangradouro pela primeira vez em 18 de março de 1968. A parede da sua barragem tem 500 m de comprimento e o sangradouro tem 240 m de largura, sendo que sua bacia tem 14 km de extensão.[20]
[editar] Clima
O clima de Pau dos Ferros é semiárido (tipo BSh segundo Köppen),[22] com estação chuvosa atrasando-se para o outono[20] e temperatura média anual de 27,3°C, tendo invernos amenos, em comparação ao resto do ano, e verões com predomínio de temperaturas altas. Os mês mais quente, dezembro, têm temperatura média de 29,2°C, sendo a média máxima de 35,3°C e a mínima de 23°C. E o mês mais frio, julho, possui média 25,5°C, sendo 30,7°C e 20,3°C as médias máxima e mínima, respetivamente.[23] O período chuvoso de Pau dos Ferros e região vai de fevereiro a junho, período que muitos denominam como o inverno dos sertões.[24]A precipitação média anual é de 843,1 mm, sendo outubro o mês mais seco, quando ocorrem 4,1 mm. Em março, o mês mais chuvoso, a média fica em 212,9 mm. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que vem levando a prefeitura a criar projetos ambientais e campanhas de prevenção nas escolas do município. No Rio Grande do Norte, assim como em grande parte do país, as principais causas das queimadas são a agricultura e os tocos de cigarro jogados nas estradas. As altas temperaturas e o clima seco contribuem para o aumento desses índices.[25] Durante o período chuvoso costumam ocorrer inundações e deslizamentos de terra em algumas áreas.[26]
Apesar de Pau dos Ferros possuir clima predominantemente seco, segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de 1971 a 1991 e a partir de 2007 o maior acumulado de precipitação em menos de 24 horas foi de 148 mm em 15 de abril de 1982.[27] Outros grandes acumulados de precipitações foram de 132 mm no dia 6 de abril de 1988;[28] 120 mm dias 20 de abril de 1984;[29] e 2 de maio de 1991[30] 119mm em 3 de março de 1973;[31] 118mm em 31 de maio de 1982;[32] 117mm em 12 de março de 1983;[33] 106mm dia 20 de janeiro de 1978;[34] e 104 mm em 26 de julho de 1973.[35]
Ecologia e meio ambiente
A vegetação de Pau dos Ferros é composta pela caatinga hiperxerófila, um tipo de vegetação de caráter mais seco, onde há a abundância de cactáceas e plantas de porte mais baixo e espalhadas. Entre as espécies de plantas encontradas na região destacam-se a jurema-preta, o mufumbo, o faveleiro, o marmeleiro, o xiquexique e a facheiroa. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Turismo (SEMUT) é o órgão da prefeitura responsável pela ecologia e pela preservação ambiental na cidade. É ela que organiza atividades e projetos com objetivo de preservar a fauna e flora local.[36] O Passeio Ciclístico Ecológico, por exemplo, é realizado em homenagem ao Dia Mundial do Turismo Ecológico, comemorado em 1º de março.[37] A secretaria também desenvolve várias ações buscando aumentar as áreas verdes e arborizadas no perímetro urbano, com o objetivo de combater as altas temperaturas que são registradas no município.[38][editar] Demografia
| Crescimento populacional de Pau dos Ferros[16] | |||
|---|---|---|---|
| Ano | População | ||
| 1970 | 12 138 | ||
| 1980 | 16 216 | ||
| 1991 | 20 827 | ||
| 2000 | 24 758 | ||
| 2010 | 27 733 | ||
O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em 2000, seu valor era de 0,725,[6] sendo o sétimo maior do estado e o 2516º do Brasil.[19] Considerando apenas a educação o índice é de 0,792 (médio), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,752 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,631 (o do país é 0,723).[6] A cidade possui a maioria dos indicadores médios, onde apenas o de longevidade está acima da média nacional. A renda per capita é de 5 856,02 reais.[7]
O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,44, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[41] A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 59,9%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 52,97%, o superior é 66,84% e a subjetiva é 60,78%.[41]
[editar] Religião
Tal como a variedade cultural em Pau dos Ferros, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes.[42]Pau dos Ferros está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[43] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[44] De acordo com dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Pau dos Ferros é composta por: Católicos (92,01%), evangélicos (4,32%), pessoas sem religião (2,42%), espíritas (0,31%) e 5,94% estão divididas entre outras religiões.[42]
[editar] Política
Antes de 1930 os municípios eram dirigidos pelos presidentes das câmaras municipais, também chamados de agentes executivos. Somente após a Revolução de 1930 é que foram separados os poderes municipais em executivo e legislativo.[47] O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi Francisco Dantas de Araújo. Em vinte e nove mandatos, 31 prefeitos passaram pela prefeitura de Pau dos Ferros. Nos últimos anos o cargo foi ocupado por Leonardo Nunes Rêgo, do Democratas, eleito nas eleições municipais no Brasil em 2004[48] e reeleito nas eleições de 2008, com 51,09% dos votos válidos (8 077 votos). Por ter menos de 200 mil eleitores o município não teve segundo turno.[49]
O Poder legislativo é constituído pela câmara, composta por nove vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[50]) e está composta da seguinte forma:[51] quatro cadeiras do Democratas (DEM); três cadeiras do Partido Progressista (PP); uma cadeira do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); e uma do Partido da República (PR). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O município de Pau dos Ferros se rege por lei orgânica, que foi promulgada a 2 de abril de 1990.[52] A cidade é ainda a sede de uma Comarca.[53] De acordo com o TRE-RN (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte), o município possuía em 2010 1 403 eleitores.[54]
[editar] Economia
O Produto Interno Bruto - PIB - de Pau dos Ferros é o maior de sua microrregião,[7] destacando-se na área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 161 315,720 mil.[7] 849 666 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. [7] O PIB per capita é de R$ 5 856,02[7]- Setor primário
| Produção de feijão, milho e cana-de-açúcar (2007)[55] | ||
|---|---|---|
| Produto | Área colhida (Hectares) | Produção (Tonelada) |
| Milho | 480 | 600 |
| Feijão | 485 | 288 |
| Cana-de-açúcar | 125 | 5 |
- Setor secundário
- Setor terciário
O crescimento populacional de Pau dos Ferros contribuiu com a necessidade de expansão dos serviços bancários para famílias de baixa renda disponibilizados por políticas do Governo Federal, o que de fato ocorreu.[58] Com a elaboração do plano diretor da cidade, já citada anteriormente, também há previsão de uma maior organização do comércio na cidade, como a criação de leis que proíbam comerciantes de interditar calçadas com mesas e cadeiras.[58] Um dos principais pontos comerciais da cidade é o Titanic Center, construído no formato de um navio e inaugurado no final de 2009, lembrando o návio RMS Titanic, que conta com farmácias, um laboratórios e diversas salas, para funcionar escritórios.[60]
[editar] Estrutura urbana
O município conta com boa infraestrutura. No ano de 2000, tinha 6 301 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 4 177 eram imóveis próprios, sendo 3 877 próprios já quitados (61,53%), 300 em aquisição (4,76%) 1 215 alugados (19,28%); 891 imóveis foram cedidos, sendo 255 por empregador (4,05%) e 636 cedidos de outra maneira (10,09%). 18 foram ocupados de outra forma (0,29%).[61] O município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 88,83% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água;[62] 68,53% das moradias possuíam coleta de lixo por serviço de limpeza[63] e 89,72% das residências possuíam algum tipo esgotamento sanitário que não fosse por rio ou lago.[64][editar] Saúde
Em 2009, o município possuía 42 estabelecimentos de saúde, sendo 27 deles privados e 15 públicos entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles a cidade possui 125 leitos para internação, sendo 50 públicos e 75 privados. A cidade também conta com atendimento ambulatorial com atendimento médico em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS).[65] Na cidade existem um hospitais gerail, sendo este público. O município pertence à Regional de Saúde VI ETAM. Em 2009 existiam 9 096 mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos).[66] Pau dos Ferros contava em abril de 2010 com 198 médicos, 138 auxiliares de enfermagem, 50 técnicos de enfermagem, 49 clínicos gerais, 31 enfermeiros e 198 distribuídos em outras categorias, totalizando 664 profissionais de saúde.[66] Em 2001 foram registrados 417 nascidos vivos e 117 óbitos.[67][editar] Educação
Campus da UERN em Pau dos Ferros.
Campus do IFRN de Pau dos Ferros.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo no ano de 2000 entre pessoas de 18 a 24 anos de idade era de 9,720%[76] e o de alfabetização era de 77,40%.[67] 136,930% era a média de pessoas frequentam o fundamental em relação à população de 7 a 14 anos; 63,190% era de pessoas frequentam o ensino médio em relação à população de 15 a 17 anos; e 16,710% de pessoas frequentam curso superior em relação à população de 18 a 22 anos. A taxa bruta de frequência à escola naquele ano era de 86,130%.[77] 1 819 habitantes possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[78]
| Educação de Pau dos Ferros em números [69] | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nível | Matrículas | Docentes | Escolas (total) | |||
| Ensino pré-escolar | 901 | 39 | 22 | |||
| Ensino fundamental | 4 630 | 228 | 27 | |||
| Ensino médio | 1 476 | 61 | 4 | |||
[editar] Segurança pública, serviços e comunicação
Unidade dos Correios, no centro.
Além da segurança pública, o município conta com outros serviços básicos. O serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).[84] Já a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Pau dos Ferros é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que atende ainda a alguns municípios do Interior do Rio Grande do Norte.[85] No ano de 2002 existiam 7 743 consumidores e foram consumidos 16.803 KWh de energia.[86] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. Existe ainda acesso 3G, oferecido ao município por algumas operadoras desde 2010.[87] O código de área (DDD) de Pau dos Ferros é 084[88] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59.900-000.[89] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[90]
Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), sendo que em 2002 havia apenas uma emissora com sede na própria cidade.[86] Neste mesmo ano, Pau dos Ferros sediava três emissoras de rádio, sendo uma em modulação em amplitude (AM) e duas em modulação em frequência (FM). Existiam ainda cinco jornais em circulação, uma agência e um posto da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.[86]
[editar] Transporte
A frota municipal no ano de 2009 era de 10 054 veículos, sendo 5 376 motocicletas, 2 783 automóveis, 870 caminhonetes, 1 133 motonetas, 319 caminhões, 32 micro-ônibus, 21 caminhões trator e 20 ônibus.[91] As avenidas duplicadas e pavimentadas e diversos semáforos facilitam o trânsito da cidade, mas o crescimento no número de veículos nos últimos dez anos está gerando um tráfego cada vez mais lento de carros, principalmente na Sede do município. Além disso, tem se tornado difícil encontrar vagas para estacionar no centro comercial da cidade, o que vem gerando alguns prejuízos ao comércio.[92] Há ainda transporte público. Em 2001 oito empresas faziam o Serviço de Transporte Coletivo, que possuía 15 veículos em operação. Naquele ano, não havia linhas urbanas que atendiam a zona rural da cidade.[86]Por não possuir rios em abundância, o município não possui muita tradição no transporte hidroviário. Pau dos Ferros também não é cortada por ferrovias em seu território. A cidade conta com um aeroporto de pequeno porte, que a partir de 2010 passou a contar com funcionamento noturno.[93] Recentemente também foram realizadas outras obras de ampliação de melhoria na infraestrutura, que aumentaram a pista para 1 200 metros de comprimento.[94] O município possui ainda um terminal rodoviário, que está situado no centro da cidade.[95] A cidade é atendida pela RN-177, que faz a ligação entre Pau dos Ferros e municípios como Encanto, Francisco Dantas e São Miguel, além de ligar a cidade até a BR-405, que conecta os municípios de Cajazeiras e Mossoró.[96]
[editar] Cultura e lazer
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SEMECE) é o órgão da prefeitura responsável pela educação e pela área cultural e esportiva do município de Pau dos Ferros. É ela que organiza atividades e projetos culturais, além do setor turístico da cidade.[36]No ano de 2001, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Pau dos Ferros contava com uma biblioteca, um museu, quatro clubes sociais, seis campos de futebol e seis quadras esportivas.[13]
[editar] Artesanato, literatura e teatro
A prefeitura, com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, organiza diversos projetos que envolvem o teatro e a literatura, entre eles o projeto Vitrine Cultural, organizado desde 2003, onde ocorrem diversas apresentações de vários grupos culturais e de escolas de Pau dos Ferros, com espetaculos de dança, da Orquestra Filarmônica Jovem (SEMJHAS) da cidade, música, teatro e artes.[97] Também destaca-se a Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (FINECAP), realizada em comemoração ao aniversário da emancipação política do município, no começo de setembro, onde o principal foco é a área econômica. É destinado às empresas, ao comércio e indústrias para realização de suas atividades, mas também abre espaço para apresentações de bandas nordestinas, como Aviões do Forró, Garota Safada e Saia Rodada (shows ocorridos na FINECAP 2010). Segundo a prefeitura, é um evento que não beneficia somente a economia, com também oportuniza lazer, cultura e entretenimento para a população.[12] Na literatura, destacou-se a realização do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura, em agosto de 2010, onde cidade recebeu o título de Capital Nacional dos Estudos de Língua e Literatura, em evento sediado no Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM), da UERN.[98]O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural pau-ferrense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos, como o Grupo de Artesãs de Pau dos Ferros, reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato.[99]
[editar] Turismo e eventos
Vista frontal da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz).
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Pau dos Ferros, juntamente ou não com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade.[12] As atividades ocorrem durante o ano inteiro.[13]
Além dos eventos culturais, do ramo teatral e literário, já citados acima, destaca-se também a realização do: Pau dos Ferros Cidade do Forró, que são três dias seguidos de shows, sempre em maio ou junho, onde apresentam-se diversas bandas de vários estilos musicais do cenário regional ou nacional;[104] o Carnapau, que é uma festa estilo micareta que foi criada e é organizada anualmente desde 2001, sempre ocorrendo no mês de julho;[105] a festa de aniversário de emancipação política de Pau dos Ferros, em 4 de setembro, que é organizada juntamente com outros eventos, como a Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (FINECAP) e o Festival Gastronômico de Pau dos Ferros;[106] além da festa da padroeira da cidade Nossa Senhora da Conceição, que é comemorada entre o final de novembro e começo de dezembro, onde, além da realização de diversas Missas em homenagem à aparição mariana, são realizadas diversas apresentações de bandas católicas.[107]
[editar] Esporte
Assim como em grande parte do país, o esporte mais popular em Pau dos Ferros é o futebol. Um importante clube da cidade é o Clube Centenário Pauferrense, fundado dia 31 de outubro de 1956.[11] Manda seus jogos no Estádio 9 de Janeiro, que ainda é o principal da cidade, fundado em 9 de janeiro de 2001 e que hoje conta com capacidade de até cerca de 2 000 pessoas. O público recorde foi de 1 988 pessoas, em 31 de janeiro de 2010, em partida realizada entre o Centenário e o ABC Futebol Clube, sendo que a equipe da capital potiguar ganhou por 3 a 1.[108] Outro clube que também destaca-se em competições municipais ou regionais é o Sociedade Esportiva Pauferrense, fundado em 1º de maio do ano de 1995.[109]Pau dos Ferros também vem se destacando em outras modalidades esportivas, como no voleibol, cujo esporte algumas equipes do município conquistaram torneios regionais e estaduais.[110] Também há, nas escolas, programas de incentivo à prática de esportes.[111]

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